
amor nas vielas (part. MC Hariel)
Pecaos
Um privilégio na vida é morrer dormindo
Numa manhã de domingo, com a sensação de dever cumprido
Não numa cama à base de comprimidos
Abandonado pelos parente por ser um caso perdido
Quando o amor atravessa e a gente diz não estar pronto pra essa conversa
Ou quando a oportunidade aparece
Mas é difícil acreditar depois de tanta promessa (ei)
Realizando sonhos maiores que eu
Menores que Deus, mas nunca melhores do que o seu
Começando a ver que posso ter algo meu
Que sou capaz de escolher
Sem me contentar com o que o mundo me deu
Mas é um processo longo
Quanto maior a altura, mais bonito o pulo e mais trágico o tombo
Sigo honrando meus ombros
Que não são largos, mas são fortes o bastante pra manter o barco navegando
Eu não tive pai, mas eu tive a rua
É quase a mesma coisa, só que te procura
Depois que sai da ilha, cê vê que é uma ilha
Depois que sai da chuva, cê vê que é uma chuva
Eu não volto atrás, porra, a vida é uma
Toda criança sonha em alcançar a Lua
Depois que sai da ilha, cê vê que é uma ilha
Depois que sai da chuva, cê vê que é uma chuva
O amor nas vielas, revolucionário
Onde perder um, é o senso comum
Já lotei botecos, pensei nos estádios
Tum, tum, tum, coração nenhum, respeito os estágios
O mundo não é pros frágil
Mas todos que me inspiraram mostraram seu lado frágil
Então, o mundo não é pra eles
Acredito que mereçam algo bem mais mágico
Era do sintético, fuga com analgésico
De herança, a desconfiança, até do mais concreto
Decretando falência, abrindo um comércio
No sentido bom e ruim, termino tudo que eu começo
A distância entre o sonho eu não meço, só me arremesso
E me coloco em cada situação que detesto
Confesso que meu silêncio é um protesto
Mas sinto que não é assim que eu sou interpretado por muitos
As atitudes são exemplos de como ser ou não ser
A vida não é Hollywood, nem TikTok, nenê
Veja bem com quem tu andas, que eu direi quem tu és
E o revés tira quem cê ama de perto do cê
Tive que sofrer, crescer, chorar sempre em silêncio
O processo de crescer destruiu meu peito
A rua me ensinou o que faltou de exemplo
E a lembrança invade e faz contraste com o momento
Loja de brinquedos, filhote fazendo a festa
Bola, chuteira, massinha, carrinho, boneca
Montando a pistinha, sacando a roda da bike
Eu me peguei lembrando a minha infância como era
O que ele não foi, juro, eu tô tentando ser
E quanto mais eu fujo, não dá pra correr
Eu preciso ser forte até quando eu não conseguir
Mesmo se eu não resistir, eu não consigo te entender
Pra te ver sorrir, te ver crescer
Estar por aqui quando amanhecer
Ontem era ele comigo, hoje é eu
Tentando ser diferente por você
Pra te ver sorrir, pra te ver crescer
Estar por aqui quando amanhecer
Ontem era ele comigo, hoje é eu
Tentando ser diferente por você, valeu?
Eu não tive pai, mas eu tive a rua
É quase a mesma coisa, só que te procura
Depois que sai da ilha, cê vê que é uma ilha
Depois que sai da chuva, cê vê que é uma chuva
Eu não volto atrás, porra, a vida é uma
Toda criança sonha em alcançar a Lua
Depois que sai da ilha, cê vê que é uma ilha
Depois que sai da chuva, cê vê que é uma chuva
É no ar que eu mais pesco
Alguns olhos contradizem a desenvoltura dos gestos
O que as pessoas dizem pra mover objetos, em?
O mundo é dos ligeiro, não é dos esperto, certo?



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