
Balada De Gisberta
Pedro Abrunhosa
Dor e exclusão social em “Balada De Gisberta” de Pedro Abrunhosa
Em “Balada De Gisberta”, Pedro Abrunhosa expõe de forma direta a distância entre o desejo de afeto e a dura realidade do sofrimento vivido por Gisberta, uma mulher trans vítima de violência brutal em Portugal. A repetição de “O amor é tão longe” e o verso final “E a dor é tão perto” deixam claro como o amor e a aceitação parecem inalcançáveis diante da dor e do abandono. A música narra a trajetória de Gisberta, que já “dançou em palácios” e hoje “dança na rua”, simbolizando o abandono social e a marginalização de pessoas trans e em situação de vulnerabilidade.
A letra traz imagens fortes para mostrar a transformação da esperança em desamparo: “Vesti-me de sonhos / Hoje visto as bermas da estrada” indica a troca dos sonhos por uma vida à margem. Trechos como “Eu não sei dos mil homens na cama” e “Sambei na avenida / No escuro fui porta-estandarte” fazem referência à vivência de Gisberta como mulher trans e trabalhadora sexual, além de sua busca por pertencimento e dignidade, mesmo diante do preconceito e da violência. O verso “Trouxe pouco / Levo menos / E a distância até ao fundo é tão pequena” expressa o esvaziamento e a proximidade da morte, reforçando o tom melancólico da canção. Ao transformar a história real de Gisberta em balada, Abrunhosa denuncia a brutalidade do crime, humaniza sua trajetória e convida à reflexão sobre exclusão social, empatia e a necessidade de aceitação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Pedro Abrunhosa e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: