
Lágrimas (part. Coimbra Gospel Choir)
Pedro Gonçalves
O conflito entre fé e luto em “Lágrimas (part. Coimbra Gospel Choir)”
“Lágrimas (part. Coimbra Gospel Choir)”, de Pedro Gonçalves, explora o conflito entre a descrença religiosa e a necessidade de buscar consolo espiritual diante da dor. O verso repetido “Nem acredito em Deus, mas volta” expõe o desespero do narrador, que, mesmo sem fé, recorre à oração como último recurso para lidar com a ausência de alguém muito importante. A participação do Coimbra Gospel Choir intensifica essa atmosfera espiritual, dando à música um tom quase litúrgico, mesmo que o protagonista admita não acreditar.
A letra mergulha na solidão e na saudade, mostrando como a perda afeta a rotina e os sentimentos do narrador: “Eu passo os dias só e meio perdido / Eu passo as noites tonto, mas para sempre convencido / Que se eu te chamar, tu vens-me buscar”. O texto aborda o processo de luto, incluindo a dificuldade de aceitar a partida, o conselho do terapeuta para escrever sobre o que sente e a resistência do narrador em seguir em frente. Sentimentos de culpa e raiva também aparecem, especialmente quando ele diz: “A tristeza deu vida a raiva, não sei o que digo / Espalho a dor por quem se aproximar”. O refrão, com o apelo insistente pelo retorno, reforça o desejo de reencontro e a dificuldade de imaginar um futuro sem a pessoa amada, resumindo o tema central da canção: a luta para aceitar a perda e a esperança, mesmo improvável, de um reencontro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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