
O Quilombo Das Luzia
Pedro Ortaça
Resistência e orgulho negro em “O Quilombo Das Luzia”
A música “O Quilombo Das Luzia”, de Pedro Ortaça, retrata a resistência da comunidade negra nas Missões, no Rio Grande do Sul, destacando a inversão de papéis de poder ao mostrar a "raça negra dominando na vila 13". A letra faz referência direta ao quilombo das Luzia, um local real de luta e resistência dos negros escravizados, que, mesmo trazidos à força da África, mantiveram sua cultura e buscaram liberdade em terras que não eram originalmente suas. O envolvimento de mulheres e crianças na luta, citado na canção, reforça a ideia de uma resistência coletiva e orgulhosa.
A música utiliza imagens marcantes, como “carvão na pele curtida, brasa no olho que ardia e a liberdade na alma”, para ilustrar tanto as dificuldades enfrentadas quanto a força interior dos quilombolas. O verso “E até os negrinhos de colo davam pau com as mamadeiras” mostra, de forma simbólica e irônica, que a luta pela liberdade envolvia toda a comunidade, independentemente da idade. O trecho final, “Quem nasceu para ser livre, de pouco interessa a cor”, resume o tema central: a liberdade é um direito universal, acima de qualquer distinção racial. O contexto judicial envolvendo o nome “Luzia” e a acusação de racismo reforça que a intenção da música é homenagear a bravura e dignidade da comunidade negra, como reconhecido pela Justiça. Assim, a canção se consolida como um tributo à resistência, coragem e legado cultural dos negros no sul do Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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