
Última Carta de Um Suicida
Pedrosa
Solidão e crítica social em “Última Carta de Um Suicida”
A música “Última Carta de Um Suicida”, de Pedrosa, aborda de forma direta o sofrimento mental e a sensação de abandono social. Logo no início, o verso “Me jogo e todo mundo olha pensando que dó / Mas eu sei que pouca gente liga” expõe a crítica à superficialidade das reações diante do sofrimento alheio. Pedrosa evidencia como a empatia, muitas vezes, é apenas aparente, e como a dor de quem sofre costuma ser ignorada até que se torne impossível de ser ignorada. Esse tema se repete em “Telefone toca mano, alguém me ligando / Agora que eu tô morrendo cês tão se importando?”, apontando para a hipocrisia de quem só demonstra preocupação quando já é tarde demais.
A letra mantém um tom sombrio e resignado, refletindo o esgotamento emocional do eu lírico. Frases como “Decidido, acabado, e vai ser até da hora” e “Meu passado me condena / O futuro eu não vou ter” mostram a falta de esperança e o peso da depressão. Pedrosa utiliza uma linguagem direta para expressar o desejo de desaparecer, sem buscar consolo. O trecho “Eu acho até irônico / Cômico / Mas eu acho que o mundo tá querendo só me ver sofrer” revela uma visão amarga e distorcida da realidade, típica de quem se sente isolado. No final, “Eu fico aliviado, ao mesmo tempo acabado / Eu tô sem motivação mesmo depois de todo esse tempo?” sintetiza o paradoxo entre o alívio da dor e o vazio persistente, reforçando a intensidade do sofrimento retratado na canção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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