Exibições da letra 273

Bartholomew Kuma (One Piece) - O Homem Que Carregou o Mundo

PeJota10*

LetraSignificado

    Nasci sem nome, nasci acorrentado
    Um numero marcado, uma infância apagada
    Vi o céu pela primeira vez com gosto de sangue na boca
    Minha mãe caída no chão e eu sem poder fazer nada

    Fiquei sozinho com os olhos rasos, sem abraço e sem explicação
    E aprendi cedo que no mundo chorar é punição
    Meu pai sussurrava lendas enquanto limpava o chão
    Nika o Libertador que dançava com o coração

    Um dia ele virá meu filho, com tambor no peito e o riso no olhar
    Mas aqui só o silencio vai respirar
    Meu pai foi morto por rir alto numa tarde cinzenta
    E dizem que liberdade é crime, alegria uma sentença

    Arrastaram o seu corpo como lixo para ensinar a lição
    Eu menino, ainda engoli o grito, para não ser mais um no chão
    Então eu carreguei o Nika como cicatriz, não crença
    Porque fé demais vira ferida se nascer da ausência

    Depois da sua morte achei que o pior já tinha passado
    Mas aprendi que no inferno sempre tem um novo pecado
    Me jogaram numa arena, crianças iguais a mim
    Chamaram de jogo, tortura pintada de festim

    A caça humana onde rir do topo significa matar embaixo
    O preço da diversão deles é o sangue de quem nasceu no fardo
    Nos davam 1 minuto, mas correr para onde?
    Armas disparam, ninguém responde

    Eu corri com as pernas fracas, mente quebrada e o peito em pranto
    Cada disparo atrás de mim, era um grito não um canto
    Vi crianças caírem ao meu lado, sem nome, sem rosto
    Enquanto os Tenryuubito aplaudiam como se desse gosto

    E o pior, eu desejei ser atingido
    Porque viver fugindo da mira é morrer aos poucos escondido
    Mas algo insistia: Não para, corre, persiste
    Talvez fosse Nika ou só a sombra do homem que resisti

    Sobrevivi mas não sai vivo, só restou corpo e a carcaça
    A alma ficou na arena, entre os gritos e a fumaça
    Tudo passa? Que dor carrego o peso de quem não conseguiu
    Memoria arde, em um sangue tão frio

    Caminhei sem direção até ela, Ginny
    Um raio e sol na terra onde só nasce a ruína
    Ela sorriu pra mim como se eu não fosse um monstro
    Como se os pedaços quebrado ainda tive algum gosto

    Com ela, pela primeira vez sonhei com calma
    Deitei a cabeça e ouvi a paz dentro da alma
    Falamos de seguir, sorrir sem culpa
    Sabíamos que o mundo deixa sonhos viverem em luta

    Foi então que descobri meu fardo, milagre? Ou maldição?
    Arrancava a dor dos outros, ela vinha pro meu coração
    Tirei sofrimentos de olhos vazios, de gente caída
    Guardei pra mim como se minha dor já fosse infinita

    Sempre
    Tratado como rei ou escória
    Eu vi
    De perto fazerem a revolução
    Não ter jornada fácil se não houver sacrifícios na mala
    Tipo: Paramecia
    Eu farei valer cada dom da Pata
    Bartholomew Kuma
    Bartholomew Kuma
    Não ter jornada fácil se não houver sacrifícios na mala
    Tipo: Paramecia
    Eu farei valer cada dom da Pata

    Mais de 500 eu salvei
    Toquei suas feridas, tomei pra mim oque o mundo negou, um lar um tudo bem
    Cada grito que tirei deles, guardei para mim
    E mesmo sangrando por dentro, não via meu fim

    Ginny me olhava com medo e amor
    Sabia que eu estava morrendo, ainda escolhia ser flor
    Ela dizia você não é Deus, mas parece um
    Eu respondia: Meu sofrimento não é maior que o de nenhum

    Pela primeira vez eu chorei, pois a forme não senti
    Ainda tinha forças para sorrir
    Um pastor com suas ovelhas que trabalha na calada
    Fui pastor de almas não de palavras, na mão uma bíblia sagrada

    Exercito Revolucionário me encontrou
    A minha dor pode ser arma contra quem destruiu e pisou
    Lutei não por gloria, nem vingança nem nome na bandeira
    Lutei por cada alma, por cada vida que era inteira

    Mas o mundo não permite beleza em corpo marcado
    Ela foi levada, infectada e descartada
    Me deixaram só com a noticia como se fosse um aviso
    Até o amor se for de um escravo tem prazo e é indeciso

    Ela morreu, sem que eu pudesse segurar sua mão
    E Bonney pequena chorava sem entender a dimensão
    Naquele choro eu ouvi Ginny uma última vez
    E prometi que se ela viver eu não me perco nunca mais

    Refrão
    Sempre
    Tratado como rei ou escória
    Eu vi
    De perto fazerem a revolução
    Não ter jornada fácil se não houver sacrifícios na mala
    Tipo: Paramecia
    Eu farei valer cada dom da Pata
    Bartholomew Kuma
    Bartholomew Kuma
    Não ter jornada fácil se não houver sacrifícios na mala
    Tipo: Paramecia
    Eu farei valer cada dom da Pata

    Absorvi cada ferida
    Eles caiam no chão, eu me erguia, mesmo com a alma partida
    E foi ali naquele campo cinza virado em pó
    Que alguém sussurrou: Essa foi a revolução de um homem só

    Mentiram sobre meu nome, sujaram minha historia
    Me chamaram de Tirano eu só quis mudar minha memoria
    Fui até atras de Vegapunk com esperança nas mãos
    Se for pra ela viver livre, apague de mim até o coração

    Vegapunk me olhou com pena e respeito
    Disse: Você será maquina, sem alma e sem defeito
    Eu assenti mesmo sabendo oque isso vai custar
    Um pai morre quantas vezes for pra filha respirar

    Saturno veio com 3 exigências
    Primeiro: Vire um Shichibukai seja um escudo do governo
    Segundo: Vai seguir nossas ordens, sem sentimentos
    Terceiro: Vai morrer no vazio e no esquecimento

    A sala gelou, e meu corpo ficou sem ar
    Mas por dentro meu coração tremia, como quem vai amar
    Eu chorei não de dor, mas de gratidão sufocada
    Mesmo que fosse a última escolha, era a escolha abençoada

    E antes de assinar oque selava o meu fim
    Sussurrei olhando no chão, com a alma despida assim
    Eu não sou um Santo, sou só um humilde pacifista
    Tentando proteger quem eu amo, mesmo que o mundo insista

    Sempre
    Tratado como rei ou escória
    Eu vi
    De perto fazerem a revolução
    Não ter jornada fácil se não houver sacrifícios na mala
    Tipo: Paramecia
    Eu farei valer cada dom da Pata
    Bartholomew Kuma
    Bartholomew Kuma
    Não ter jornada fácil se não houver sacrifícios na mala
    Tipo: Paramecia
    Eu farei valer cada dom da Pata

    Utilizado como maquina, escravizado e abusado
    Usado de carroceria, esse é o meu pecado?
    É tudo por minha filha eu não preciso me explicar
    Não importa quem é seu pai, somos todos filhos do mar

    Mugiwara na minha frente, eu quebrei a própria ciência
    Meu corpo se move, sem permissão, sem consciência
    Disseram ser ameaça, criminoso e escoria
    Mas meu peito oque sobrou dele disse: Protege, AGORA

    E mesmo sem lembrar seu rosto, seu riso e sua voz
    O mesmo som que meu pai chamava de herói, entre nós
    Fui de encontro com minha filha, mesmo a maquina quebrada
    Te seguro em meus braços, até o fim da jornada

    Atravessei o campo de batalha como uma estrela cadente
    Cada passo era um trovão, um milagre, um lamento ardente
    Saturno é um Deus falso, sentado no trono do medo
    Ele viu o rosto da justiça, vindo em segredo

    Meu punho não era metal
    Era cada lagrima da Ginny
    Cada choro da Bonney
    Cada escravo em silencio
    Cada dor que eu tirei de um inocente
    Cada promessa feita sem testemunha
    E então, boom

    O impacto calou o céu, calou o céu
    O chão tremeu, esse homem ainda fiel
    E naquele soco estava a historia de um povo
    De um pai, de um homem que nunca deixou de ser
    Bartholomew Kuma


    Comentários

    Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

    0 / 500

    Faça parte  dessa comunidade 

    Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de PeJota10* e vá além da letra da música.

    Conheça o Letras Academy

    Enviar para a central de dúvidas?

    Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

    Fixe este conteúdo com a aula:

    0 / 500

    Opções de seleção