
É o Moio
Pentágono
“É o Moio” e o código de sobrevivência da quebrada
Em “É o Moio”, do Pentágono, “moio” funciona como senha de alerta e veredito: “moio” é problema armado; “moiô” é quando já deu ruim. A faixa contrapõe a misericórdia (“acreditar, na força de Deus que dá um boi”) à dureza da rua (“a vida não dá boi”), resumindo a regra da quebrada: a fé acolhe, mas vacilo cobra. No rap paulista, “moio” é encrenca, e a narrativa gira nisso: “Qual é o mó-ó-óio?/Onde você tava, com quem tava...”, eco de abordagem e desconfiança, enquanto “os homi” descem a ladeira “meio pá”, pedindo cautela (“não precisa correr”). Pertencimento e respeito não se declaram: “a rua é quem vai determinar, quem é e quem não é”, e quem banca dono se perde, porque “a rua não é sua, tem que ser da rua”.
O recado é reto: corre certo, com fé e consciência, porque o relógio da periferia é implacável. “Se moscar já foi”, “quem planta colherá”: há incentivo e disciplina (“se erra vai de novo, que o jogo é pra quem faz”) e alerta contra escolhas que azedam o quadro — “farinha ou cachaça”, “sinal de fumaça” — que “arrasta” e vira moio. Ao mesmo tempo, há resistência e autoestima: “Originais Rude Boys style” (estilo Rude Boys original), combate ao “monstro” e ao “capataz”, sonho de “abolição pra paz” e visão de igualdade (“criado à imagem do Senhor”). No fim, a música apresenta o código de sobrevivência: cabeça fria diante da pressão policial, respeito à rua, corre limpo e fé para não ser tragado pelo moio.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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