
As Laranjas da Sabina
Pepa Delgado
Resistência popular e humor em “As Laranjas da Sabina”
"As Laranjas da Sabina", de Pepa Delgado, utiliza um episódio cotidiano do Rio de Janeiro do século XIX para abordar, com leveza e humor, questões sociais e políticas da época. A música transforma Sabina, uma simples vendedora de laranjas, em símbolo de resistência popular ao narrar o apoio dos estudantes de medicina diante da repressão das autoridades. O trecho “Os rapazes arranjaram / Uma grande passeata / Deste modo provaram / Quanto gostam da mulata” faz referência a um protesto real, mostrando tanto o carinho dos estudantes pela quitandeira quanto uma crítica à arbitrariedade do poder público, representado pelo “senhor subdelegado” que tenta impedir o trabalho de Sabina.
A letra brinca com expressões populares e metáforas, como em “Sem banana macaco se arranja / E bem passa monarca sem canja / Mas estudante de medicina / Nunca pode passar sem as laranjas / As laranjas da Sabina”. O humor aparece ao comparar necessidades básicas de diferentes personagens, sugerindo que, para os estudantes, as laranjas de Sabina são essenciais. O uso do termo “mulata” reflete o contexto social da época, valorizando a presença das quitandeiras negras e mestiças na vida urbana carioca. Assim, a canção mistura crítica social, afeto e ironia, celebrando a força das figuras populares diante da repressão e destacando a importância da solidariedade no cotidiano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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