
Dona Mariana
Pereira da Viola
Cotidiano e afeto rural em “Dona Mariana” de Pereira da Viola
Em “Dona Mariana”, Pereira da Viola resgata a tradição das cantigas populares do interior do Brasil, criando uma atmosfera lúdica e oral por meio do refrão repetitivo: “Dona Mariana oi leo leo leo”. Essa repetição remete às brincadeiras e à transmissão oral de saberes, típicas das comunidades rurais. A música destaca o trabalho coletivo das lavadeiras, especialmente nos versos “Lava roupa com o sol ali” e “Lava, lava, lavadeira / Lava roupa de seu senhor”, valorizando a rotina simples e a importância dessas mulheres na vida do campo. Elementos como “um bolinho de sabão assim” e “uma tabinha desse tamanho assim” aproximam a canção do cotidiano, tornando-a visual e acessível para quem ouve.
O trecho “Eu não falo de gente roxa / Que meu amor é um roxinho” traz um tom carinhoso e brincalhão, usando a cor roxa como símbolo de delicadeza e afeto, algo comum nas expressões populares. Já a última estrofe, “Se eu soubesse de certeza / Que oce era o meu amor / Eu caia nos seus braços / Que nem sereno na flor”, expressa desejo e ternura, comparando a entrega ao amor à suavidade do sereno sobre a flor. A interpretação de Pereira da Viola, marcada por sua ligação com as tradições quilombolas e a cultura mineira, reforça o valor das raízes e da simplicidade, celebrando o afeto presente nas pequenas ações do dia a dia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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