
Bicho Calango
Pereira da Viola
Humor e tradição popular em “Bicho Calango” de Pereira da Viola
“Bicho Calango”, de Pereira da Viola, destaca-se pelo humor e pela irreverência, elementos centrais da tradição dos calangos, desafios rimados e cantados típicos do sudeste brasileiro. A música utiliza expressões do corpo humano, como “É dedo, é mão, é junta, é braço, é cotovelo”, para criar uma atmosfera descontraída e divertida, refletindo a criatividade da cultura oral. Frases como “Seu cabelo deu farinha, seu cabelo deu fubá” reforçam o tom leve e brincalhão, mostrando como metáforas e exageros são usados para provocar riso e identificação com o público.
Os versos trazem histórias absurdas e exageradas, como a da velha Catrupina que engole automóveis e do rato que desaparece na roupa da comadre, exemplos clássicos do humor presente nas manifestações populares. Esses causos não apenas divertem, mas também valorizam a esperteza e a vivacidade do povo do interior. O refrão “Oh! Maria leva eu pra lá / Eu num sô solteiro, num posso casá” contribui para o clima de festa e brincadeira, ao mesmo tempo em que faz referência a situações cotidianas e dilemas amorosos de forma leve. Assim, a música celebra a riqueza da tradição oral, a espontaneidade musical e o espírito bem-humorado das rodas de viola e encontros populares.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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