
Eclipse
Péricles
Identidade negra e resistência em "Eclipse" de Péricles
Em "Eclipse", Péricles aborda a crise de identidade vivida por muitos negros no Brasil, marcada pelo verso repetido: “Olho no espelho / E não me vejo / Não sou eu / Quem lá está”. Essa sensação de não se reconhecer reflete o apagamento cultural e histórico causado pelo racismo estrutural, tema reforçado pelo lançamento da música no Dia da Consciência Negra e pela inspiração no poema de Carlos de Assumpção.
A letra faz um chamado para a reconexão com as raízes afro-brasileiras, questionando: “Onde estão os meus tambores / Onde estão meus orixás / Onde Olorum / Onde o meu modo de viver / Onde as minhas asas negras e belas / Com que costumava voar”. Os tambores e orixás representam a espiritualidade e a tradição, enquanto Olorum simboliza a divindade suprema das religiões de matriz africana. O desejo de resgatar esses elementos (“Quero de volta...”) mostra a busca por pertencimento e dignidade, em contraste com o peso do racismo histórico, expresso em “Séculos de destruição / Sobre os ombros cansados / Estou eu a carregar”. O verso final, “Um dia no entanto senhores / Eu hei de me reencontrar”, traz esperança e reafirma a resistência e a luta pela valorização da identidade negra e pela conquista de respeito e liberdade na sociedade brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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