Furrundú
Pescuma
Duplo sentido e cultura cuiabana em “Furrundú” de Pescuma
A música “Furrundú”, de Pescuma, utiliza o duplo sentido de forma leve e bem-humorada ao descrever o preparo do tradicional doce cuiabano. Versos como “rala, rala, raspa, raspa / esse pau todo grudento” e “o leite que dele escorre / quando o pau é decepado” fazem referência direta ao processo de ralar o tronco do mamoeiro para fazer o furrundú, mas também carregam insinuações sensuais. Esse tipo de metáfora é típico do rasqueado mato-grossense, aproximando a música do cotidiano popular e tornando-a divertida e acessível, ao mesmo tempo em que valoriza a cultura local.
Além do humor e da malícia, a canção reforça a identidade cuiabana ao destacar um doce criado em tempos de escassez, durante a Guerra do Paraguai, quando a criatividade regional transformou o mamoeiro em iguaria. Ao repetir “Furrundú doce de pau / do pau do mamoeiro / até parece com uma dança / mas é só doce caseiro”, Pescuma exalta tanto a tradição culinária quanto a musicalidade do rasqueado, mostrando como o simples ato de cozinhar pode se tornar uma celebração. Assim, “Furrundú” é uma homenagem à inventividade e aos sabores de Cuiabá, usando a linguagem popular para unir tradição, humor e um toque de picardia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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