
Meu Velho Ipojuca
Petrúcio Amorim
Memórias e saudade do rio em “Meu Velho Ipojuca”
“Meu Velho Ipojuca”, de Petrúcio Amorim, explora a relação afetiva do compositor com o Rio Ipojuca, misturando lembranças de infância e preocupação ambiental. No trecho “Mainha, o tempo passa e levo nesse desafio / A natureza chega chora a perguntar / Se os peixinhos sentem saudade do rio / Se a lavandeira tem motivos pra cantar”, Petrúcio expressa a dor pela degradação do rio, ao mesmo tempo em que resgata a inocência e o cuidado materno vividos em sua infância. Essa combinação de nostalgia e lamento ambiental reflete a vivência do artista em Caruaru, cidade marcada pelo Ipojuca, e sua valorização da cultura e do cotidiano nordestino.
Imagens como o “espelho” do rio que “já não brilha” e o “lençol de pedra e sonho de baronesa” simbolizam a perda da pureza e da beleza natural do Ipojuca, mostrando que tanto o rio quanto o compositor carregam marcas do tempo. O refrão “O rio tá enchendo / Tá chovendo, me dá medo / Água não é brinquedo / Menino, não vá pra lá” traz à tona o medo das enchentes e o cuidado materno, mas também serve como alerta para os riscos do descaso ambiental. Ao homenagear o rio e lamentar sua situação, Petrúcio Amorim convida o ouvinte a refletir sobre a importância das memórias e da preservação da natureza na identidade nordestina.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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