
Deus do Barro
Petrúcio Amorim
A criação e o sagrado no cotidiano em “Deus do Barro”
A música “Deus do Barro”, de Petrúcio Amorim, faz uma analogia entre a criação divina e o trabalho do artesão Mestre Vitalino, um dos maiores nomes da arte popular nordestina. O verso “Se Deus é um Vitalino, Vitalino é Deus do barro” destaca como o artista, ao moldar o barro, assume um papel quase divino, transformando matéria simples em figuras cheias de vida e significado. Essa comparação valoriza a criatividade humana e sugere que, guiada por fé e amor, ela se aproxima do sagrado.
A letra também ressalta a importância da cultura popular nordestina ao afirmar que “pelo barro ele fez o seu destino, pelo barro ganhou eternidade”. O trabalho de Vitalino, feito a partir de elementos simples do cotidiano, torna-se símbolo de identidade e resistência. Ao citar personagens como “Maria e Zé”, a canção mostra que a arte de Vitalino representa o povo comum e suas histórias. O refrão “amassa com a mão amassa” reforça o valor do trabalho manual e da tradição, enquanto a enumeração de cenas e personagens do dia a dia — como “um boneco, uma banda de pife, um dentista, um cavalo, um boi de carro” — evidencia a riqueza do universo popular retratado. Assim, “Deus do Barro” celebra a força criadora presente tanto na fé quanto na cultura, aproximando o sagrado do cotidiano nordestino.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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