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Memória e superação nas ruas em “Anjos” de Pilitchi

Em “Anjos”, Pilitchi utiliza o crioulo cabo-verdiano para expressar uma profunda conexão entre sua experiência pessoal de luto e a realidade coletiva das periferias. O refrão repetido, “Nta pidi na nhas anjos / Pa libranu di gradis di cadia” (“Peço aos meus anjos / Para nos libertar das grades da cadeia”), revela tanto o desejo de proteção espiritual quanto a busca por libertação das dificuldades e limitações do cotidiano. A música homenageia amigos que se foram, como fica evidente em versos como “Foto stampado na camisa nome na txeu paredi” (“Foto estampada na camisa, nome em muitas paredes”) e “Cantu di nós ki perdi um brother” (“Quantos de nós já perdemos um irmão”), mostrando como a saudade permanece presente na vida de quem ficou.

Pilitchi usa a imagem dos anjos para simbolizar a memória dos que partiram e a esperança de força para seguir em frente. Trechos como “Pa danu força pa nu luta tudo dia / Pa iluminano caminho la di riba” (“Para nos dar força para lutar todo dia / Para iluminar nosso caminho lá de cima”) reforçam a ideia de superação diante da dor. O artista valoriza a amizade e o respeito, citando nomes como Pin-Pin, Lomé e Katanhó, e destaca o orgulho em manter viva a lembrança deles: “Nta carrega nhos nome pa tudo bairro / Sem vergonha fla, un ta ama nhas niggas” (“Carrego seus nomes por todo o bairro / Sem vergonha de dizer, amo meus amigos”). Assim, “Anjos” transmite uma mensagem sincera sobre a importância de honrar quem se foi e encontrar força para continuar, mesmo diante da saudade e das adversidades.


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