
Ruas
Pilitchi
Realidade e esperança nas ruas em "Ruas" de Pilitchi
Em "Ruas", Pilitchi retrata de forma direta a realidade difícil do bairro de Zambujal, onde cresceu. O verso repetido “Ruas, undi nada ka ta muda” expressa a sensação de que, apesar do tempo passar, as condições e desafios das ruas permanecem os mesmos. O artista compartilha experiências pessoais, como a infância marcada por privações em “Foi li ki N kria ki N kóri ku pé diskalsu” (Foi aqui que cresci e corri descalço), e a responsabilidade de ajudar quem ama, mesmo sem garantias: “Ti ki N móri N ta djuda kes ki N ta ama / Sen spera sórti, sen medu poi pé na lama” (Até morrer, ajudo quem amo / Sem esperar sorte, sem medo de pisar na lama).
Pilitchi também aborda o peso do julgamento e da inveja nas ruas. Em “Odju gosta mata, nkuantu bokas gosta julga” (Olho gosta de matar, enquanto bocas gostam de julgar), ele mostra como o olhar maldoso e as críticas constantes criam um ambiente hostil. O desejo de deixar uma vida melhor para a filha aparece em “Mi N ten ki buska tudu dia pa nha vida é klaru / Ma antis di N móri mi N kre dexa nha fidja bakanu” (Tenho que buscar todo dia para minha vida ser clara / Mas antes de morrer quero deixar minha filha bem), revelando sua motivação para seguir lutando. A saudade da mãe surge em “Mama, undi bu sta? Sodadi sa ta mata-m!” (Mãe, onde você está? A saudade está me matando!), mostrando sua vulnerabilidade e busca por proteção. Assim, "Ruas" se destaca como um relato honesto sobre luta, esperança e pertencimento diante das dificuldades da vida urbana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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