
Clube da Esquina 2
Pique Novo
Juventude e resistência em "Clube da Esquina 2" por Pique Novo
A regravação de "Clube da Esquina 2" pelo Pique Novo mostra como a música, criada por Milton Nascimento e Lô Borges e depois letrada por Márcio Borges, ultrapassa fronteiras de gênero e época. A escolha do grupo evidencia a força da canção, que fala sobre juventude, sonhos e o cotidiano das cidades. O verso “Porque se chamava moço / Também se chamava estrada / Viagem de ventania” retrata a juventude como um caminho cheio de possibilidades e incertezas, onde o impulso é sempre seguir em frente. A repetição da palavra “passo” reforça a ideia de movimento constante, enquanto “sonhos não envelhecem” destaca que os ideais e desejos permanecem vivos, mesmo com o passar do tempo e diante das dificuldades.
A menção a “gases lacrimogênios” traz o contexto da repressão e dos conflitos sociais da época da ditadura militar no Brasil, quando a música foi composta. Apesar disso, os sonhos seguem “calmos”, sugerindo uma resistência silenciosa e persistente. O trecho “o rio de asfalto e a gente / entorna pelas ladeiras / entopem o meio-fio” usa a imagem do rio para mostrar o fluxo das pessoas nas cidades, especialmente em Belo Horizonte, cidade dos autores, marcada por esquinas e ladeiras. A “esquina mais de um milhão” representa o encontro coletivo e a força da comunidade. Ao adaptar a canção para o pagode, o Pique Novo reforça a universalidade desses temas, mostrando que a busca por sentido, liberdade e pertencimento atravessa estilos e gerações.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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