
Feito o Carreto
Pirisca Grecco
Cotidiano e identidade fronteiriça em “Feito o Carreto”
“Feito o Carreto”, de Pirisca Grecco, retrata de forma leve e regional o cotidiano na fronteira entre Uruguaiana (Brasil) e Paso de los Libres (Argentina). A música destaca como o "chibeo" – o contrabando de pequenas mercadorias – faz parte da rotina local, sendo encarado sem julgamento moral, mas como uma estratégia de sobrevivência e manutenção dos laços culturais. O trecho “chimbeando um pouco / E me fiz de louco pra juntar uns trocos e passar na aduana” mostra a naturalidade com que essa prática é vista, quase como um rito de passagem compartilhado entre amigos e familiares da região.
A letra valoriza a amizade e a cumplicidade entre os moradores da fronteira, usando expressões típicas e referências ao dia a dia, como “alcançar um mate” e “tocando pro gasto tá feito o carreto”. O clima de camaradagem ressalta que, apesar das dificuldades econômicas e das barreiras impostas pela fronteira, existe uma forte identidade coletiva e orgulho de ser “da fronteira oeste como nossos pais”. O refrão “E não há mal que sempre dure / E não há bem que nunca acabe” traz uma visão resiliente e simples da vida, típica do interior, sugerindo que tudo é passageiro e que a vida segue com o apoio dos amigos e da cultura local. Ao final, a mensagem ao “tocador de rádio” reforça o desejo de manter os vínculos afetivos, mostrando que a música e a tradição são pontes que unem quem vive nesse pedaço do Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Pirisca Grecco e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: