
Submersa
Pitty
Ressignificando a solidão e o recomeço em “Submersa”
Em “Submersa”, Pitty retrata a sensação de isolamento e confusão vivida durante a pandemia e o puerpério, experiências que ela mesma destacou como inspirações para a música. A frase “perdida em alguma esquina desse apartamento” mostra não só o afastamento físico, mas também a busca por identidade em meio a mudanças intensas. Trechos como “pedaços de mim pelos cômodos” e “que dia sou” evidenciam a fragmentação da rotina e da própria noção de si, refletindo o impacto do distanciamento social e das transformações profundas da maternidade, quando a mulher precisa se reencontrar diante de tantas mudanças físicas e emocionais.
O refrão “Mas eu vou sair de casa / Já peguei no cabideiro do hall da sala / O chapéu, o guarda-chuva e o sorriso / Pode tudo vir, que estou preparada” simboliza a coragem de enfrentar o desconhecido, mesmo sem se sentir totalmente pronta. Já a repetição de “Sai daí / Desse lugar / Não se deixe ficar / Submersa assim” funciona como um chamado para não se deixar afundar pela solidão ou pelo cansaço. O termo “submersa” se conecta tanto à imagem do videoclipe, em que Pitty aparece na banheira, quanto à ideia de estar imersa em sentimentos difíceis, mas também sugere a possibilidade de emergir e respirar novamente. Assim, a música se transforma em um convite à resistência e à esperança para quem enfrenta momentos de crise, seja pela maternidade, pela pandemia ou por outras mudanças inesperadas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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