
Gavião Calçudo
Pixinguinha
Humor e crítica social em "Gavião Calçudo" de Pixinguinha
Em "Gavião Calçudo", Pixinguinha utiliza a figura do gavião como uma metáfora bem-humorada para o homem que conquista a mulher de outro, trazendo leveza a um tema delicado como a infidelidade. Expressões como “bateu asa, foi com ela e me deixou” reforçam a ideia de que o "gavião" age de forma rápida e sorrateira, deixando o protagonista sem reação. O conselho “quem tiver mulher bonita, esconda do gavião” brinca com o medo do ciúme, mas sem amargura, transformando a situação em motivo de piada e alerta para os casados, enquanto valoriza a liberdade dos solteiros: “Mas viva quem é solteiro! Não tem amor nem paixão”.
Lançada em 1929, a música reflete o contexto de mudanças sociais e culturais do Brasil da época. Pixinguinha mistura samba com influências de fox-trot e jazz, mostrando sua abertura para novas sonoridades. A letra, escrita em português coloquial, aproxima o ouvinte do cotidiano, especialmente ao criticar os “maridos de agora” e a moda das mulheres “com as canela de fora”, sugerindo que a modernidade facilita as investidas do gavião. O trecho “garra a mulher pelo bico, bate asa e vai simbora” reforça o tom irônico e caricatural, mostrando que, apesar do lamento inicial, a música prefere rir da própria desventura amorosa do que se entregar ao sofrimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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