
Ingênuo
Pixinguinha
Resiliência e serenidade diante do amor em “Ingênuo”
“Ingênuo”, de Pixinguinha, com letra de Paulo César Pinheiro, aborda de forma madura as decepções amorosas, evitando o lamento e o ressentimento. A canção transforma a ingenuidade, geralmente vista como fraqueza, em uma força tranquila. No verso “Eu fui ingênuo quando acreditei no amor / Mas, pelo menos jamais me entreguei à dor...”, o narrador admite sua vulnerabilidade, mas destaca a decisão consciente de não se deixar dominar pelo sofrimento. O trecho “Chorei o meu choro primeiro / Eu chorei por inteiro pra não mais chorar” mostra um processo de purificação emocional: a dor é vivida intensamente para ser superada, permitindo que o coração permaneça sereno e livre do rancor.
O contexto histórico da música é relevante: originalmente instrumental, “Ingênuo” ganhou letra de Paulo César Pinheiro, gravada por Marisa Gata Mansa, o que reforça seu tom reflexivo e universal. A letra valoriza o perdão e rejeita a vingança, como em “Sem me vingar que a vingança não tem valor / E depois também perdoar a quem erra / É ser perdoado na Terra / Sem ter que pedir perdão no céu”. Aqui, a busca por serenidade e equilíbrio moral supera o desejo de revanche, sugerindo uma filosofia de vida baseada na compaixão e no autoconhecimento. O final, “E eu só quero algum dia / Ser feliz como eu sou infeliz...”, traz uma ambiguidade sensível: reconhece a infelicidade, mas mantém a esperança de uma felicidade simples e honesta, característica marcante da canção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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