
Velho Demais
Placa Luminosa
Reflexão sobre o tempo e a identidade em “Velho Demais”
Em “Velho Demais”, do Placa Luminosa, a repetição da frase “estou ficando velho demais” expressa mais do que o simples avanço da idade. Ela revela um sentimento de estranhamento diante das próprias mudanças e uma percepção de distanciamento em relação ao passado. O verso “Toda vez que eu olho o espelho / Vejo um rosto magro e feio” mostra como o envelhecimento afeta a autoimagem e a autoestima, trazendo à tona a sensação de perda e o confronto direto com as marcas do tempo. O espelho, nesse contexto, simboliza esse olhar inevitável para as transformações que o tempo impõe.
A música também utiliza situações do dia a dia para ilustrar as mudanças trazidas pela idade, como em “A gravata aberta / Sapato aperta no meu pé”, sugerindo desconforto e um certo desleixo que podem acompanhar o envelhecer. A menção à memória fraca e à ausência dos passarinhos e do “ninho” reforça a nostalgia e a perda de referências afetivas e de vitalidade. Lançada em 1977, a canção reflete um momento de introspecção, tanto pessoal quanto social, em um Brasil em transformação. Assim, “Velho Demais” aborda de forma sensível o medo e a melancolia diante do tempo que passa, temas que ajudaram a consolidar a identidade do Placa Luminosa na música nacional.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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