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Surrounded By Spies

Placebo

Paranoia e vigilância digital em “Surrounded By Spies”

“Surrounded By Spies” (Cercado por espiões) retrata como a vigilância começa no íntimo — vizinhos que espionam por motivos políticos — e se espalha para símbolos coletivos e manchetes. Com a técnica de cut‑up, Brian Molko transforma a letra num feed monitorado: estilhaços de notícia e imagens chocantes surgem e somem, como “burning building” (prédio em chamas) e “Elvis set on fire” (Elvis em chamas). O alerta permanente aparece em “Suspicious bag on the platform” (bolsa suspeita na plataforma) e no tom de breaking news de “World leader going under the knife” (líder mundial indo para cirurgia) e “Stage four/Stage two/Stage three” (estágio quatro/estágio dois/estágio três). Já “Dead fly on the national anthem” (mosca morta sobre o hino nacional) corrompe o sagrado, como um bug no discurso patriótico. “I see faces on the bathroom floor” (eu vejo rostos no chão do banheiro) aproxima a paranoia do cotidiano e dialoga com o reconhecimento facial: ver rostos onde não há espelha a máquina que tenta identificar tudo. A repetição age como loop mental, uma câmera que nunca desliga.

Emocionalmente, o eu lírico oscila entre pedido de sentido e sufoco: “This search for meaning is killing me” (esta busca por sentido está me matando) e a “ping pong ball at the back of my throat” (bola de pingue-pongue no fundo da minha garganta) traduzem ansiedade e bloqueio de fala. Há resistência — “And I won’t be spoken to like that” (e não vão falar comigo desse jeito) —, mas ela é cortada por “Shut up” (cale a boca). Depois de se expor, ele recua em “I gave my heart, now I want it back” (eu dei meu coração, agora o quero de volta). “Every picture house is empty” (cada sala de cinema está vazia) sugere isolamento, e “We go to Sweden in the back of a cab” (vamos para a Suécia no banco de trás de um táxi) vira fuga clandestina. O recorte “Ex-drummer’s nose stuck in the past/Found dead behind the wheel” (ex-baterista com o nariz preso ao passado/encontrado morto ao volante) critica a nostalgia que apodrece. A insistência em “I am surrounded by spies” (estou cercado por espiões) até sobrar apenas “Spies” (espiões) reduz o mundo à lógica de vigilantes e vigiados. Placebo condensa a experiência real de monitoramento vivida por Molko numa colagem tensa sobre perda de privacidade, busca de sentido e desgaste da confiança.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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