
O RITMO E A RAIVA (part. Black Alien)
Planet Hemp
Resistência e identidade em “O RITMO E A RAIVA (part. Black Alien)”
"O RITMO E A RAIVA (part. Black Alien)", do Planet Hemp, é uma música que expõe de forma clara a ligação entre a trajetória da banda e a resistência cultural e política no Brasil. A letra destaca como a história pessoal dos integrantes, especialmente o encontro de Marcelo D2 com Skunk, se mistura à luta coletiva contra a repressão. O grupo utiliza referências a artistas como Sun Ra, Coltrane, Fela Kuti, Sonic Youth, Bezerra da Silva e Dead Kennedys para mostrar suas influências e afirmar sua posição dentro de uma tradição de contestação e inovação musical.
A canção tem um tom autobiográfico e faz um resgate histórico, abordando desde a formação da banda em 1992 até episódios marcantes de censura e perseguição, como quando "censuraram Legalize Já" e a prisão dos integrantes cinco anos depois. O verso "A caravana passa e não vão nos parar" resume a postura de enfrentamento diante da repressão. A crítica social se intensifica ao citar "gente do esgoto apoiando fascistas e transformando em mito esses vermes escrotos", referência direta ao cenário político recente do Brasil. A homenagem a Skunk, cofundador falecido, reforça o sentimento de continuidade e legado, mostrando que sua "chama ainda tá viva". O refrão "Isso é Planet Hemp" serve como um grito de afirmação e resistência, celebrando a identidade da banda, sua base de fãs e o compromisso com a liberdade de expressão e a cultura alternativa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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