
Catedrais Em Chamas
Plastique Noir
Desilusão e transformação em "Catedrais Em Chamas"
Em "Catedrais Em Chamas", da banda Plastique Noir, a imagem central das "catedrais em chamas" simboliza o desejo de romper com estruturas e crenças que já não trazem consolo diante do sofrimento existencial. O título e o refrão apontam para uma destruição não só física, mas também simbólica dessas instituições, sugerindo que apenas um evento extremo poderia aliviar o peso do desespero coletivo: “Quisera eu um tsunami / Sobre as catedrais / Fumaça negra ganharia os céus / Choveria cinzas”. Essa metáfora reflete um contexto de desilusão social, em que antigas certezas já não sustentam a esperança.
A letra aborda a alienação e a ansiedade contemporâneas com imagens como “vidros embaçados no engarrafamento” e “um rosto borrado”, mostrando a perda de identidade e o isolamento mesmo em meio à multidão. O “espelho da alma estilhaçado” reforça a ideia de identidade fragmentada, enquanto “nove de espadas” – carta do tarô ligada a angústia e pesadelos – explicita o sofrimento psíquico. O verso “Eu trocaria com Atlas este fardo” usa a figura mitológica para expressar o peso insuportável das dores humanas. No final, a crítica à fé depositada “no cara errado” e à herança de um “passado negro” revela descrença nas soluções tradicionais e pessimismo quanto ao futuro, consolidando o tom sombrio e reflexivo da música.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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