Exibições da letra 111.208

É calor de mês de agosto, é meados de estação
Vejo sobras de queimada e fumaça no espigão
Lavrador tombando terra, dá de longe a impressão
De losângulos cor de sangue desenhados pelo chão

Terra tombada é promessa de um futuro que se espelha
No quarto verde dos campos, a grande cama vermelha
Onde o parto das sementes, faz brotar de suas covas
O fruto da natureza, cheirando a criança nova

Terra tombada solo sagrado, chão quente
Esperando que a semente venha lhe cobrir de flor
Também minha alma ansiosa espera confiante
Que em meu peito você plante a semente do amor

Terra tombada é criança deitada num berço verde
Com a boca aberta pedindo para o céu matar-lhe a sede
Lá na fonte ao pé da serra é o seio do sertão
A água, leite da terra, alimenta a plantação

O vermelho se faz verde, vem o botão, vem a flor
Depois da flor a semente, o pão do trabalhador
Debaixo das folhas mortas a terra dorme segura
Pois nos dará para o ano um novo parto de fartura

Terra tombada solo sagrado, chão quente
Esperando que a semente venha lhe cobrir de flor
Também minha alma ansiosa espera confiante
Que em meu peito você plante a semente do amor

Também minha alma ansiosa espera confiante
Que em meu peito você plante a semente do amor

Composição: Carlos Cezar, José Foturna. Essa informação está errada? Nos avise.
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