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Enquanto Eu Tiver Voz

PrimeiraMente

Letra

    Enquanto eu tiver voz a liberdade vai cantar
    Saber chegar na humildade é dom
    No meio disso tudo dê tempo ao tempo, ele sabe de tudo
    O sábio sabe bem a hora de parar

    Os pilaco tá tudo envolvido
    Cuidado perigo que o anjo banido do céu
    É cruel ao agir por debaixo dos panos
    Danos causados à alma, trauma
    Eterno é meu amor pela rima
    Armado de caneta e caderno
    Lutando pra escapar desse inferno
    Maldita selva de concreto
    Que aprisiona o habitante no medo
    Aprisiona o habitante no ódio
    O motivo da vida virou sangue e suor pelo pódio, porra!

    Eu já voei pro céu
    Eu me perdi no mar
    Me perguntei, ouvi meu coração me sussurrar
    Cada palavra rimada, cada pensamento um fato
    Fica esperto que o universo coalide num colapso
    O ódio do mundo que lhe torna cego
    Um prisioneiro das grades de ferro do ego
    Bateram pregos
    [Mil] pedras no caminho
    [Mil] coroas de espinho
    Levanta nego, cê não tá sozinho, pode pá
    Tem que ter humildade pra chegar
    Enquanto eu tiver voz a liberdade vai cantar

    Em cada cilada que eu passo
    É menos passo em falso
    Eu ando descalço em meio à brasa
    Da carne nem sai fumaça
    E o circo tem palhaço pra entreter
    Te dar algum lazer na hora da atenção ser dada
    Minh'alma sedada
    Que pela calçada anda em curvas
    Eu prezo a liberdade na rua
    Antes que a liberdade seja privatizada
    Num entendo mais nada
    Mas sigo de cara fechada
    E lá fora a neblina embaçada na casa
    Já passa das 3 da madrugada

    Mas enquanto eu tiver voz a liberdade vai cantar
    Saber chegar na humildade é dom
    No meio disso tudo dê tempo ao tempo, ele sabe de tudo
    O sábio sabe bem a hora de parar
    Enquanto eu tiver voz a liberdade vai cantar
    Saber chegar na humildade é dom
    Deixa quem sempre falou falar, deixa os falador pra lá
    Vo ignorar, partir pra longe daqui

    Entre mares
    Milhares de olhares que vi
    Vi que esse mundo é uma prisão
    De gente matando por dinheiro
    Comandando cativeiros
    Erros fortalecidos por alienação
    De uma tv que te prende, te rende na sua rotina
    E a vinda dos portugueses foi assim
    E acabou com uma sociedade não-corrompida
    Que aos poucos está progredindo pro mesmo fim

    E as cores onde estão? Só o cinza prolifera
    E o vento corta
    Esse é os tempos da nova era
    Que era pra ser melhor mas aqui pra viver tem até fila de espera
    Onde os filhos enterram os pais e depois se enterram
    E o 12 naquela esquina com a carga no maço de marlboro light
    Deixando solto a propina, pros verme ir preso noiado de crack
    Alívio é 3 do prima no maço de lucky strike
    Com o sistema é pessoal
    Paz, justiça e liberdade

    I have a dream
    E não será interrompido
    A liberdade não vêm do opressor
    Ela é conquistada pelo oprimido
    Seguindo uma vida que me condiciona
    A manter os meus olhos fechados
    Bumbo e clap liberta a mente do próprio cárcere privado
    Ponho asas na caneta e ela começa a riscar
    Sozinha escreve no papel, a tinta chega a borbulhar
    Sonho que um dia a paz venha reinar nessa terra
    E que o poder das palavras vão brecar os tanques de guerra
    Enquanto isso não acontece o choque sobe

    E a liberdade voa dentro de um coquetel molotov
    O fogo queima
    Põe na tela a ekatomb
    Mas aqui uma queimadura dói muito menos que a fome
    Nessa cidade suja, com esse céu cinzento
    A cada metro quadrado o sangue mancha o cimento
    Voz não será interrompida, pode ser acapella
    E se a esperança é a última que morre
    Então eu vou morrer com ela

    Enquanto eu tiver voz eu vou fazer dela minha vida
    E que os atalhos se fodam, isso daqui num é uma corrida
    Eu tenho o tempo que eu quiser
    Enfrento o que vier
    Tô de pé
    Sei que é mais pesado nessa subida
    Eles querem sugar, e fazer dos trabalhadores maquinas
    E as fábricas fabricam dores
    Um baque nas mudanças de valores
    Porque nessa cena eu só vejo problema

    Mundo imundo e sem cores
    Já que as casas pegam fogo
    E os corações são frios
    Quimeras em meio ao lodo e as lágrimas formam rios
    Mas mano, eu não queria esse caminho
    Eu sei que nem tudo são flores mas porque tantos espinhos?
    Uns enriquecem, enquanto outros empobrecem
    Eu sempre penso: Nem todos tem o que merecem
    Eu faço minhas prece, buscando uma melhora
    Pedindo um sorriso pra esse céu que tanto chora

    Mas enquanto eu tiver voz a liberdade vai cantar
    Saber chegar na humildade é dom
    No meio disso tudo dê tempo ao tempo, ele sabe de tudo
    O sábio sabe bem a hora de parar
    Enquanto eu tiver voz a liberdade vai cantar
    Saber chegar na humildade é dom
    Deixa quem sempre falou falar, deixa os falador pra lá
    Vo ignorar, partir pra longe daqui
    Pra longe daqui eu vou partir quando eu cantar


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