
Fartura dos Súcias
Cláudio Fontenelle
A miragem brilha forte
Promessa de chão de vidro
Onde o atalho é o único caminho
O esforço é esquecido
Banquete farto na mesa que ninguém
Se deu ao trabalho de plantar
Água fresca no pote, sem suor para carregar
Mas o castelo de areia não aguenta o vento que vem e vem
Quem vive de farsa esquece de ser alguém
É a utopia do brilho, o banquete sem plantio
Navegando em mar de espelho, no peito um maior vazio
É a colheita do nada, a semente que não vingou
Nesse conto de fadas, o suor é que faltou
Vida fácil é miragem, o Sol queima o que não é real
No final da viagem, areia é o seu final
Areia é o seu final
A mão que nunca plantou hoje pede esmola ao vento
O tempo que se perdeu não se compra com lamento
Brilho de latão não cura a sede de quem busca o ouro
Fartura que não tem raiz não é riqueza, é desdouro
O atalho te rouba a força, o caminho te ensina a ser
Na utopia da sorte ninguém aprende a viver
É a utopia do brilho, o banquete sem plantio
Navegando em mar de espelho, no peito um maior vazio
É a colheita do nada, a semente que não vingou
Nesse conto de fadas, o suor é que faltou
Vida fácil é miragem, o Sol queima o que não é real
No final da viagem, areia é o seu final
Areia é o seu final
Fartura sem esforço é só areia
O Sol não perdoa quem não sabe o que é suar
Areia é o seu final
Areia é o seu final



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