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Letra

O Desgaste

L'usure

A gente nasce com a cabeça pra baixo e o crânio amassadoOn naît tous la tête à l'envers et l'crâne écrabouillé
A gente nasce pelado como um verme e bem contrariadoOn naît tous tout nu comme un ver et plutôt contrarié
A gente nasce num curioso misto de dor e belezaOn naît dans un curieux mélange de douleur et beauté
A gente é um amálgama estranho de um monte de ambiguidadesOn est un amalgame étrange d'un tas d'ambiguïtés

A gente se torna, ao acaso das tempestades e dos caminhos trilhadosOn d'vient, au hasard des tempêtes et des routes empruntées
A gente se torna umas girândolas estranhas, ferozes e teimosasOn d'vient de bizarres girouettes, farouches et entêtées
A gente se torna ovelhas conformistas ou cães raivososOn d'vient des moutons conformistes ou des chiens enragés
Mas cedo ou tarde a gente fica um pouco triste, amargo e cansadoMais on d'vient tôt ou tard un peu triste, amer et fatigué

A gente se normaliza pelo desgaste, somando nossas feridasOn se normalise à l'usure, à force d'additionner nos blessures
Pela impotência e pelas quebras; levando os golpes duros, suportando as queimadurasÀ force d'impuissance et de brisures; d'encaisser les coups durs, endurer les brûlures
A gente se banaliza à medida que nossas ilusões são jogadas aos leõesOn se banalise à mesure que nos illusions sont jetées en pâture aux lions
E isso nos desfigura, nos fere, nas nossas convicções mais purasEt ça nous défigure, nous fissure, dans nos convictions les plus pures

Nossas melhores intenções se quebram na indiferença profunda de um mundoNos meilleures intentions se cassent la gueule sur l'indifférence profonde d'un monde
Onde cada um é um lobo solitário, um mundo animal, canibal e imundoOù chacun fait cavalier seul, un monde animal, cannibale et immonde
Inundado de bárbaros hostis e de idiotas, saturado de raposas com apetite vorazInondé de barbares hostiles et d'abrutis, saturé de renards aux immenses appétits
Um mundo cheio de esperança e amor também, só que é preciso acreditar, eu fico pensando...Un monde empli d'espoir et d'amour aussi, encore faut-il y croire, moi j'y réfléchis…

Eu me analiso, eu me sondar, eu divago, vagoJe me tâte, je me sonde, je divague, vagabonde
Andando pelo meu mundo minúsculo, eu me repreendoDéambule dans mon monde minuscule, je me gronde
Me culpando por não sei qual razão, eu corroo minhas asasM'en voulant pour je n'sais quelle raison, je gruge mes ailes
Me procurando briga, eu me provoque em dueloMe cherchant souvent querelle, je me provoque en duel

Eu contra eu, de boa guerra, dedo do meio, braço de ferroMoi contre moi, de bonne guerre, bras d'honneur, bras de fer
Sou eu contra minha raiva, eu contra todos os meus defeitosC'est moi contre ma colère, moi contre tous mes travers
Eu me atiro em crises de alma, eu me mato gritando "rema!"Je me rue de coups d'états d'âme, je me tue à me crier « rame! »
Mas eu afundo como todas as culpas, me desgastando pra salvar minha chamaMais je prends l'eau comme tous les blâmes, m'esquintant à sauver ma flamme

A gente nasce onde o acaso nos coloca, sortudo ou mal colocadoOn naît où le hasard nous pose, chanceux ou mal tombé
A gente se torna o que pode, o que ousa ou o que nos foi ditadoOn d'vient ce qu'on peut, ce qu'on ose ou c'qu'on nous a dicté
A gente morre, que sejamos decepcionados ou orgulhosos, de bom ou mau gradoOn meurt, qu'on soit déçu ou fier, de bon ou mauvais gré
A gente morre sem a chave do mistério e a página é viradaOn meurt sans la clé du mystère et la page est tournée


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