
O Que Eu Vejo
Ponto De Equilibrio
Violência e esperança em "O Que Eu Vejo" do Ponto De Equilibrio
Em "O Que Eu Vejo", do Ponto De Equilibrio, a repetição do verso “Tanta guerra pra nada” faz uma crítica direta à futilidade dos conflitos armados que marcam o cotidiano das favelas. A inspiração da música veio das frequentes invasões militares no Complexo do Alemão, o que fica claro em versos como “a tropa invadindo o Complexo do Alemão” e “o bonde dos amigos invadindo o bonde dos irmãos”. Esses trechos mostram que a violência é tanto institucional, vinda do Estado, quanto interna, entre os próprios moradores, deixando a comunidade constantemente sob pressão de forças externas e internas.
A letra também destaca o impacto emocional dessa realidade, como em “No breu da favela, na madrugada / A única luz que se vê, é a faísca de uma rajada”, mostrando como o medo e o perigo se tornam parte do dia a dia. O alerta sobre o “caveirão” e o apelo para proteger as crianças evidenciam a preocupação com a perda da inocência e o trauma que se perpetua entre gerações. Apesar do tom crítico e realista, a música traz esperança ao mencionar “a justiça de Jah”, conectando a fé rastafári à busca por justiça para os marginalizados. Assim, "O Que Eu Vejo" mistura denúncia social, empatia e esperança, retratando de forma sensível a vida nas favelas brasileiras.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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