Relação materna e resistência social em “Mãe” do Ponto De Equilibrio
A música “Mãe”, do Ponto De Equilibrio, destaca como os conselhos maternos se tornam fonte de força e resistência diante das dificuldades do cotidiano, especialmente nas comunidades marginalizadas. No trecho “Disse pra que eu não tivesse medo / Que tendo medo / Eu iria ver lado negro / O lado negro, do gueto”, a letra mostra que o medo pode limitar, enquanto a coragem, inspirada pela mãe, é essencial para enfrentar desafios sociais e pessoais. A presença de Jah, referência ao movimento Rastafári, aparece em “Jah com canteiro de flores / Sempre tentando aliviar, nossas dores”, indicando que a fé serve como apoio e alívio diante das dores da vida.
A canção também faz críticas sociais diretas, como em “Veja o rio negro de esgoto / Que passa ali”, retratando o descaso e a poluição presentes no cotidiano das comunidades do Rio de Janeiro. Ao afirmar “Dessa água eu não bebo mais / Pois dela eu já bebi”, o artista expressa a decisão de não aceitar mais as condições degradantes impostas pela sociedade. O desejo de “andar na rua mais tranqüila da Etiópia” simboliza a busca por paz, liberdade e reconexão com as raízes africanas, tema recorrente no reggae e na filosofia Rastafári. O orgulho pela Vila Isabel, bairro de origem da banda, reforça a valorização das raízes e da identidade cultural. Assim, “Mãe” une esperança, crítica social e espiritualidade, mostrando que a força para resistir nasce do amor materno, da fé e da conexão com a própria história.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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