Exibições da letra 64.042

Fazenda da Viuva

Porca Véia

Numa fazenda povoada, a uma viúva pertencia
Quadra de sesmarias, mas tudo meio atirado
Alguns capão de mato serve de abrigo no inverno
De onde tiravam o cerno pra arrumar os alambrados

Um terreiro de galinha carijó, pena de seda
Por baixo do arvoredo havia alguns cabritos
Uma invernada grande, um lajeado cruzava ao meio
E onde cerrava o rodeio era um chapadão bonito

E o sal botado no chão, pois nem coxo não havia
Boi de três anos na cria, ainda quase tudo touro
Bagual veio criado, as crina arrastava no chão
E os quarenta redomão e uma tropilha de mouro

Um índio desses gaudérios, mandado nos quatro ventos
Pra falar do casamento, na estância se chegou
Já de primeira vista deu de encontro com ela
De a cavalo numa sela, num petiço marchador

Convidado pra sala, onde foi bem recebido
Pôs o chapéu no cabide, num gesto muito bonito
Logo foi pra cozinha e lhe ofereceram um pastel
Também tinha pão com mel, café preto e bolo frito

Foi poucas palheteadas e logo entrou no assunto
Casar e viver junto, estaria disposto
Aflita ela disse haver duas precisão
A fazendo do Patrão e eu preciso de encosto

Botou a fazenda em ordem, já não tendo o que fazer
Se associou no CTG e se entrosou com a gaúcha
Quando roncava a gaita, a viúva tava pronta
E o índio puxava a ponta numa rancheira flauteada

Composição: Doné Teixeira. Essa informação está errada? Nos avise.
Enviada por Mauricio. Revisões por 7 pessoas. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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