Danos Mentais
PRAGAS RARE
Realidade e resistência em "Danos Mentais" de PRAGAS RARE
"Danos Mentais", de PRAGAS RARE, expõe de forma direta o impacto psicológico das adversidades vividas por jovens negros e pessoas marginalizadas. A música aborda o medo constante do fracasso e a busca por status como estratégias de sobrevivência em um ambiente hostil. O verso “Tô de Lacoste meu maço tá cheio / Bebendo gelo em qualquer bar de esquina / Cara fechada eu sou um jovem negro / Cheio de medo de perder na vida” mostra como o consumo de marcas de grife se torna um símbolo de ascensão social, ao mesmo tempo em que revela a insegurança diária causada pela violência e pela desigualdade.
A menção a São Cosmo e Damião pode ser interpretada tanto como referência a um local marcado por dificuldades quanto como símbolo das dualidades presentes na vida desses jovens, como o contraste entre o amargo e o doce, o crime e a esperança. A crítica social aparece de forma clara em “Que o pai deles tem roubado de nós a mó tempão”, denunciando a perpetuação da desigualdade pelas elites. Metáforas como “Eu sou a marca de tiro na tua cortina / Eu sou o limite do ódio” reforçam o peso da violência e do preconceito, enquanto a referência ao “vale da sombra” e à saúde mental evidencia o desgaste emocional de quem vive sob pressão constante. Assim, a música se destaca como um retrato honesto da luta por dignidade e sobrevivência, sem perder o desejo de mudança e superação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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