
Eu Sou da Lira, Não Posso Negar
Preto Jóia
Chiquinha Gonzaga e tradição no samba em “Eu Sou da Lira, Não Posso Negar”
"Eu Sou da Lira, Não Posso Negar", interpretada por Preto Jóia, celebra a forte ligação entre o samba, o Carnaval e a trajetória de Chiquinha Gonzaga, uma das figuras mais importantes da música popular brasileira. O título e o refrão fazem referência direta à clássica "Ó Abre Alas", composta por Chiquinha em 1899, e reforçam o orgulho de pertencer à tradição musical e carnavalesca do Brasil. Ao afirmar "Eu sou da lira, não posso negar", a letra exalta não só a Imperatriz Leopoldinense, escola de samba homenageada, mas também a herança cultural deixada por Chiquinha, que foi fundamental para romper padrões sociais e valorizar o papel da mulher na música.
A canção mistura elementos históricos e festivos, como em "O Rio de tempos atrás / Chiquinha escreveu / Em notas musicais", mostrando como a compositora retratou o Rio de Janeiro e sua sociedade por meio da música. Termos como "A pioneira", "A maxixeira" e "Corta Jaca" fazem referência a gêneros e composições inovadoras de Chiquinha, enquanto "Rosa de ouro / Nunca foi de brincadeira" destaca sua força e ousadia. O verso "Solta os grilhões!" remete à luta de Chiquinha contra a escravidão e a submissão feminina, conectando a festa do samba à ideia de liberdade e transformação social. O clima de celebração é reforçado pelo convite à dança e à alegria, com "Imperatriz fazendo um baile pra você", transformando a homenagem em um espetáculo popular e inclusivo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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