
Mãe Zungueira (part. Juzicy)
Prodigio
Realidade e resistência em “Mãe Zungueira (part. Juzicy)”
A música “Mãe Zungueira (part. Juzicy)”, de Prodigio, retrata de forma direta e sensível o cotidiano das zungueiras, mulheres que sustentam suas famílias vendendo produtos nas ruas de Angola. A letra destaca a rotina exaustiva dessas trabalhadoras, abordando desde o esforço de acordar cedo e preparar o "papa de milho" até a dificuldade de obter lucro: “Compra fruta a 200 pra vender a 300 / O lucro de 100 quase nem dá pro sustento”. Esse trecho evidencia como o trabalho árduo muitas vezes não garante o mínimo necessário para sobreviver.
Um ponto central da música é a relação conflituosa entre as zungueiras e a polícia. O verso “A mesma farda que me devia proteger / É mancada com o meu sangue, polícia podes me bater” mostra como a presença policial, que deveria ser sinônimo de segurança, se transforma em fonte de medo e violência. Esse cenário reflete a repressão policial vivida por muitas mulheres em Angola, ampliando a sensação de abandono e vulnerabilidade. Apesar das dificuldades, a música também ressalta a força e a dignidade dessas mulheres, como no trecho “Eu dei à luz a homens como tu, te carreguei no ventre todo nu”, lembrando que elas são a base da sociedade. O tom realista da canção reforça a denúncia social, ao mesmo tempo em que valoriza a resistência e o orgulho das zungueiras diante das adversidades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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