
Garoa
Projota
A opressão cotidiana em “Garoa” e a realidade das periferias
Em “Garoa”, Projota utiliza a imagem da chuva fina típica de São Paulo como metáfora para a opressão e insegurança constantes nas periferias da cidade. A garoa, que nunca cessa, representa a presença diária da violência e da tensão, tornando o cotidiano pesado e difícil para quem vive nessas regiões. Um exemplo claro disso está no verso “subir o vidro se o farol fechar” – um gesto automático de autoproteção diante do risco de assaltos, que revela o medo e a necessidade de adaptação dos moradores à realidade hostil.
A letra se aproxima da vivência real dos jovens das comunidades ao usar gírias e expressões como “bagui”, “neguin” e “jaco”, além de mencionar itens de desejo como a “botinha da luilui” (Louis Vuitton), evidenciando o contraste entre o sonho de ascensão social e a desigualdade econômica. Projota também aborda a complexidade moral do ambiente em que cresceu, como no trecho: “Eu não to no mundo pra julgar se no fundo ta certo os irmaozin matar / Mas aí, não fiz as regras não”. Aqui, ele reconhece que a violência é consequência de um sistema desigual, e não apenas de escolhas individuais. Assim, “Garoa” retrata o medo, a luta diária e o desejo de dignidade, mostrando que sobreviver na periferia é um ato contínuo de resistência e adaptação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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