
Rap do Ônibus
Projota
Crítica social e resistência em "Rap do Ônibus" de Projota
Em "Rap do Ônibus", Projota faz uma crítica direta à desumanização dos trabalhadores que dependem do transporte público em São Paulo. Ele utiliza imagens marcantes, como "sardinhas enlatadas" e "folhas secas sem vida", para mostrar o anonimato e o desgaste físico e emocional enfrentados diariamente pelos passageiros. Ao citar a estação da Sé e o medo de não "entrar e sair vivo" do metrô, o rapper evidencia o caos, a insegurança e a negligência dos governantes, que veem a população apenas como números ou fontes de lucro: "quanto mais gente, mais impostos, mais lucro pros líderes da aldeia".
Projota também aborda a desigualdade social e a violência urbana, relacionando a ausência dos pais, que passam horas no transporte, ao aumento da criminalidade: "quando você ver o pivete roubar, é porque o pai dele tava no buzão em vez de tá lá pra educar". Ele ironiza o aumento das tarifas e a falta de qualidade do serviço, justificando a revolta popular e a evasão da catraca: "não vou pagar dois e pouco num serviço que não vale um real". Ao comparar a situação ao "Navio Negreiro", Projota sugere que a exploração dos trabalhadores persiste, agora disfarçada pela rotina urbana. O refrão "Me diz quem tem que acordar assim… (É nóiz!)" reforça o sentimento coletivo de resistência e sobrevivência, mostrando que, apesar do cansaço, a luta diária é uma forma de manter a dignidade e a esperança.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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