
Mataram Um Amigo Meu
Projota
Violência e culpa social em “Mataram Um Amigo Meu” de Projota
A música “Mataram Um Amigo Meu”, de Projota, aborda de forma direta o impacto da violência e da pressão social na vida das pessoas. Inspirada em experiências reais do artista — um amigo ameaçado de morte e outro que tentou suicídio —, a letra mistura a morte literal com a simbólica, causada pelo sofrimento emocional. Isso fica claro nos versos finais, quando Projota cita “um bilhete de adeus em letras garrafais” e “uma caixa vazia de comprimidos letais”, mostrando que a sociedade, com sua falta de acolhimento e cobranças, também pode ser responsável por mortes indiretas.
Projota usa a narrativa da perda para denunciar não só a violência urbana, mas também a omissão, a culpa e o peso das expectativas sociais. Ao questionar “quem tem mais culpa: quem matou ou eu que não salvei? Ou o sistema sujo que dá arma 'pro' neguinho, dá miséria e transforma em sangue a água e o vinho?”, ele amplia a discussão para além do indivíduo, apontando para um sistema desigual que perpetua tragédias. A metáfora “a vida é um pivete brincando de lego, se cansa, desmonta sem coração” reforça a ideia de fragilidade e descaso. O sentimento de arrependimento aparece em versos como “uma conversa poderia ter te segurado aqui” e “machista demais para ter te dito que te amo”, mostrando a importância de valorizar as relações antes que seja tarde. A canção é, assim, um lamento e um chamado à reflexão sobre o papel de cada um na construção de um ambiente mais acolhedor.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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