Deus, Pátria e Família
pusher174
Crítica social e ironia em “Deus, Pátria e Família” de Pusher
Em “Deus, Pátria e Família”, Pusher utiliza o famoso lema conservador de forma irônica para criticar a apropriação desse discurso por grupos ultranacionalistas e conservadores no Brasil. A repetição do slogan não é um elogio, mas uma provocação que expõe a hipocrisia de quem defende esses valores apenas para alguns. Trechos como “tudo que vem dela vocês acham feio” e “mas a minha não importa / pra gringo do olho azul, filho da puta abre a porta” evidenciam o racismo e a seletividade presentes nesses discursos, mostrando como minorias e estrangeiros não brancos são frequentemente excluídos da proteção desses valores tradicionais.
A música também faz referências diretas a figuras do conservadorismo brasileiro, como “Nikolas” (provável menção ao deputado Nikolas Ferreira) e Bolsonaro, além de ironizar preocupações liberais com bilionários e denunciar a moralidade seletiva: “Sua boca fede de mentira! Nunca vi o comunismo matar mais que a sua família”. Ao afirmar “O viado da minha rua é mais homem que você / Na rua a prostituta é mais mulher que você”, Pusher desafia os papéis tradicionais de gênero e moralidade, valorizando pessoas marginalizadas e questionando quem realmente possui dignidade e caráter. O tom agressivo e sarcástico da faixa serve para escancarar as contradições desses discursos e provocar uma reflexão sobre quem é incluído ou excluído quando se invoca “Deus, pátria e família” como lema político.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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