Xôxôxô
Putinhas Aborteiras
Crítica à violência policial em “Xôxôxô” expõe desigualdades sociais
Em “Xôxôxô”, a banda Putinhas Aborteiras faz uma crítica direta à violência policial e à repressão estatal, especialmente contra jovens das periferias. O refrão repetido, “Xôxôxô / Anjo da guarda / Guarda lembra farda / Farda da brigada que assassina a gurizada”, utiliza ironia ao associar o "anjo da guarda", símbolo de proteção, à figura do policial. Aqui, a "farda" deixa de ser um sinal de segurança e passa a representar ameaça e morte para a juventude marginalizada, principalmente nas comunidades pobres.
A letra destaca como a repressão policial é mais intensa e letal nas favelas, enquanto no centro urbano a marginalização ocorre de outras formas. O verso “Na favela tiro letal, no centro sou animal / Marginalizado, maltratado / Pelo polícia e o capital” evidencia essa diferença, mostrando que a violência do Estado é seletiva e reforça desigualdades sociais. Outro trecho, “A classe média apanha / Da polícia governamental / Mas é na minha vila que a poe / Entra com o tiro letal”, reforça que, embora a repressão atinja diferentes grupos, ela é mais fatal e cotidiana nas periferias. O contexto de polêmica envolvendo apresentações da banda e ameaças recebidas após a divulgação da música reforça o tom provocativo e contestador da letra, que questiona abertamente o papel do Estado e da polícia na manutenção da desigualdade e da repressão social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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