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Oh Deus

Puto Mano

Crítica social e resistência em “Oh Deus” de Puto Mano

Em “Oh Deus”, Puto Mano mistura reverência e ironia logo na saudação inicial: “Oh, Deus, bom dia, Deus! Oh, padrasto, bom dia, padrasto!”. Essa escolha sugere tanto um apelo espiritual quanto uma crítica a figuras de autoridade, que podem representar instituições ou líderes vistos como distantes ou opressores. O uso repetido da palavra “fuck” direcionada a temas como guerra, Rússia, Ucrânia, Covid, políticos e polícia reforça o tom de indignação e cansaço diante das crises globais e locais, mostrando uma postura de rejeição e resistência às adversidades do cotidiano.

A frase “Isto este mundo é uma vergonha (vergonha!)” e a menção ao dinheiro que “faz falta” evidenciam uma crítica social direta, destacando desigualdades e dificuldades econômicas enfrentadas pela população. O refrão “Ninguém nos toca!” expressa um sentimento de autodefesa e resiliência, enquanto versos como “Todos a [?] até aos dentes” e “Nu sta ki facada” indicam a necessidade de estar sempre pronto para se proteger, até mesmo de forma agressiva, em um ambiente hostil. O uso de gírias e onomatopeias típicas do kuduro reforça a identidade cultural angolana e a informalidade da mensagem, tornando a música um desabafo direto sobre frustrações sociais, políticas e existenciais.

Composição: Mambi Records / Puto Mano. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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