
Benquerença
Quarteto Coração de Potro
Ritual e afeto no cotidiano rural em “Benquerença”
Em “Benquerença”, do Quarteto Coração de Potro, a letra constrói uma relação de carinho e desejo por uma figura chamada "chinita". Apesar do tom intimista, a canção revela que "chinita" não é uma pessoa, mas sim uma metáfora para a cuia de chimarrão, um símbolo marcante da cultura gaúcha e sulista. Expressões como “bombita de ouro e prata” reforçam essa interpretação, mostrando como elementos do cotidiano rural são personificados e ganham destaque nas músicas nativistas. O contexto do grupo, conhecido por valorizar tradições do campo, e a participação de Luiz Marenco, referência nesse universo, ajudam a entender essa escolha simbólica.
A letra aborda sentimentos como carinho, posse e até ciúme, mas sempre com uma aceitação tranquila do fato de que a cuia é compartilhada: “Eu sei que és minha, chinita / Também que ofertas teus beijos / A tantos outros que chegam / Mesclando sede e desejo”. O “beijo” representa o contato dos lábios com a cuia, enquanto “benquerença” expressa o apreço pelo ritual do chimarrão, que é íntimo, mas também coletivo. O tom nostálgico e simples da música valoriza os pequenos gestos e objetos que unem as pessoas no campo, transformando o ato de tomar chimarrão em um símbolo de pertencimento e memória afetiva. “Benquerença” celebra, assim, não só um objeto, mas todo um modo de vida, onde o afeto se manifesta nos detalhes e nos rituais compartilhados.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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