
Cantilena
Quarteto Coração de Potro
Memória e identidade rural em “Cantilena” do Quarteto Coração de Potro
“Cantilena”, do Quarteto Coração de Potro, explora como a memória afetiva do campo se manifesta não só em imagens, mas também nos sons e ritmos do cotidiano rural. O termo “cantilena” serve como fio condutor, remetendo ao canto suave e repetitivo, além de evocar a musicalidade presente nas lembranças do interior, como o canto do “sabiá laranjeira” e as melodias das tropas. Expressões como “dou de rédea e frouxo a boca” e “no tranquear da cantilena” reforçam a ligação entre a lida campeira e a música, mostrando que a vida rural segue o compasso da natureza e de suas canções.
A canção é profundamente enraizada na cultura gaúcha, evidenciada pelas referências a lugares como “Rincão dos Malacara” e “Rincão da Esperança”. Esses rincões representam não só cenários, mas também símbolos de pertencimento e identidade, reforçando o sentimento de saudade e valorização das origens. Elementos como a “sanguita” (riacho) e o “capão de pitangueira” trazem detalhes do ambiente rural, enquanto versos como “quando me vou, mas eu fico / cada verso, cantilena / me sinto o pobre mais rico” mostram que, mesmo longe fisicamente, a memória e a música mantêm viva a ligação com o campo. Assim, a simplicidade da vida rural se transforma em fonte de riqueza emocional, e o tom nostálgico da letra, aliado à sonoridade inspirada no folclore latino-americano, faz de “Cantilena” uma celebração da saudade e da beleza das pequenas coisas do interior.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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