
Dorme, Meu Menino, Dorme
Quarteto em CY
Contraste histórico e esperança em “Dorme, Meu Menino, Dorme”
“Dorme, Meu Menino, Dorme”, interpretada pelo Quarteto em CY, utiliza a estrutura de uma canção de ninar para abordar um episódio marcante da história do Brasil: a execução de Felipe dos Santos, líder de uma revolta contra o domínio colonial português em Minas Gerais. O contraste entre o tom suave da melodia e as imagens de violência presentes na letra, como “Vieram cavalos de fogo / São do Conde de Assumar” e “depois de morto na forca, / mandaram-no esquartejar”, evidencia como a inocência da infância é ameaçada por uma realidade histórica de opressão. As menções ao Conde de Assumar e ao “Arraial de Ouro Podre” situam a narrativa no contexto da repressão colonial, transformando a canção em um lamento coletivo pelas injustiças sofridas pelo povo brasileiro.
Apesar do clima sombrio, a música traz uma mensagem de esperança e resistência. O verso “Morreu Felipe dos Santos / Outros, porém nascerão” sugere que, mesmo diante da violência e da repressão, a luta por justiça e liberdade continua. A interpretação delicada do Quarteto em CY reforça a dualidade entre consolo e denúncia, tornando a canção não apenas um acalanto, mas também um tributo à resiliência dos que enfrentam a opressão. Assim, “Dorme, Meu Menino, Dorme” se destaca como um lembrete histórico e poético da força diante da adversidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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