
Burn The Witch
Queens Of The Stone Age
“Burn The Witch”: linchamento e silêncio na fogueira
Em “Burn The Witch”, do Queens Of The Stone Age, o alvo é menos a “bruxa” e mais a química cruel da turba. O eu lírico admite cumplicidade — “holding hands” (de mãos dadas) para “see what we have done” (ver o que fizemos) — e firma um pacto de silêncio: “What it was / I will never say” (O que foi / Eu jamais direi). Essa postura espelha Josh Homme quando demitiu Nick Oliveri e decidiu aguentar a fúria pública sem dar detalhes, episódio que alimenta a letra. A canção retrata julgamento, manipulação e culpa: “The mob it cries for blood” (A multidão clama por sangue); “The first to speak / Is the first to lie” (O primeiro a falar / É o primeiro a mentir); “Fan the flames / With a little lie” (Abane as chamas / Com uma mentirinha). O comando “Bite your tongue / Swear to keep your mouth shut” (Morda a língua / Jure manter a boca fechada) e o refrão “Burn the witch / Burn to ash and bone” (Queime a bruxa / Queime até virar cinza e osso) soam como veredito. O alvo muda conforme a conveniência; qualquer um pode virar “witch” (bruxa), até o próprio narrador.
As imagens cimentam esse ritual: “Skipping like a stone” (Quicando como uma pedra) transforma leveza em culpa compartilhada; “The children cross / Their hearts & hope to die” (As crianças cruzam o coração / E juram morrer) mostra inocência cooptada. O poço — “write it down / And cast it in the well” (Escreva isso / E jogue no poço) — remete aos testes de água das bruxas de Salem citados por Homme: confessa-se, descarta-se, não se resolve. “Twist the tale / Into fore wood” (Distorça a história / Em lenha) e “turn your cheek until the fire dies” (Vire a face até o fogo apagar) ligam passividade e conivência; “The skin it peels / Like the truth, away” (A pele se desprende / Como a verdade) leva ao limite, até restarem cinza e osso. O timbre seco e bluesy trazido por Billy Gibbons (guitarra e backing vocal) acentua o clima de linchamento sulista. No Lullabies to Paralyze (2005), single em 2006, a faixa ganhou espaço em True Blood e Peaky Blinders. No clipe, a comunidade fabrica o monstro e o queima; a repetição hipnótica de “Burn the witch” (Queime a bruxa) vira coro de execução.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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