
La Muralla
Quilapayún
Solidariedade e resistência em "La Muralla" de Quilapayún
Em "La Muralla", o Quilapayún utiliza a imagem da muralha de forma inovadora: em vez de representar separação ou exclusão, a muralha é construída coletivamente para proteger valores como amizade, paz e solidariedade. A letra destaca a união entre as pessoas, independentemente de raça, ao afirmar: “los negros, sus manos negras / los blancos, sus blancas manos” (os negros, suas mãos negras / os brancos, suas mãos brancas). Essa passagem reforça a ideia de inclusão e fraternidade, um tema central tanto no poema original de Nicolás Guillén quanto na versão do grupo chileno, que faz parte do movimento Nueva Canción Chilena.
A música adota uma estrutura de perguntas e respostas, como em “¿Quién es? / Una rosa y un clavel / ¡Abre la muralla!” (Quem é? / Uma rosa e um cravo / Abra a muralha!), funcionando como um filtro moral. Elementos positivos, como flores e amigos, são bem-vindos, enquanto símbolos de violência e traição, como “sable del coronel” (espada do coronel), “veneno” (veneno) e “serpiente” (serpente), são rejeitados. Assim, a canção propõe que a verdadeira proteção está em escolher o que permitimos em nossa convivência. O tom repetitivo e acolhedor da música incentiva a esperança e a mobilização coletiva, transformando a muralha em símbolo de resistência ativa contra a opressão, em sintonia com o contexto político vivido pelo grupo e pela América Latina na época.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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