Xequeré
Quinteto em Branco e Preto
A força da cultura afro-brasileira em “Xequeré”
A música “Xequeré”, do Quinteto em Branco e Preto, destaca o xequerê — instrumento de origem africana — como símbolo da energia e da riqueza das tradições afro-brasileiras, especialmente as baianas. O verso “Eu só sei é que o negro se espalha / Quando ela chacoalha aquele Xequeré” mostra como o ato de tocar o instrumento vai além do som: representa a capacidade de envolver e contagiar todos ao redor com alegria, ritmo e ancestralidade. O xequerê, nesse contexto, é mais do que um objeto musical; é um elemento de afirmação da cultura negra e de sua presença marcante na música popular brasileira.
A letra traz diversas referências à Bahia e à cultura afrodescendente, como “acarajé”, “canjerê”, “Ekê”, “Maragogipe”, “Itaparica” e “Nazaré”. Termos como “canjerê” e “Ekê” remetem a práticas religiosas do candomblé e da umbanda, enquanto “acarajé” e “caxixi” evocam a culinária e a musicalidade baiana. A personagem feminina, que chega “gargalhando no ganzá” e não larga o chocalho, simboliza a alegria e o protagonismo das mulheres negras nas festas e rodas de samba. Assim, “Xequeré” transforma o simples gesto de tocar um instrumento em uma celebração coletiva, exaltando a força, a sensualidade e a alegria das manifestações culturais afro-brasileiras.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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