
Otus 500
Racionais MC's
Desigualdade e resistência em "Otus 500" dos Racionais MC's
"Otus 500", dos Racionais MC's, aborda de forma direta a inversão de papéis sociais e a persistência da desigualdade no Brasil. O verso “Quem ontem era a caça, hoje e pá, é o predador” mostra como pessoas historicamente oprimidas acabam assumindo o papel de agentes de sua própria sobrevivência, muitas vezes recorrendo à criminalidade como resposta à exclusão. O título faz referência aos 500 anos de colonização e opressão, reforçando que, mesmo após séculos, as estruturas de injustiça continuam presentes, como em “500 anos tudo igual / América, justiça / 500 anos depois tudo igual”.
A música critica a hipocrisia das instituições, especialmente da polícia, ao afirmar “Polícia fuma pedra, moleque fuma maconha”, mostrando que a corrupção e a degradação moral não são exclusivas da periferia, mas também atingem quem deveria garantir a ordem. O contraste entre a vida nas favelas e o luxo das classes altas aparece em versos como “Quer sair do compensado e ir pra uma mansão / Com piscina digna de um patrão”, evidenciando o desejo de ascensão social diante da exclusão. Termos como “senzala” e “mauricinho” reforçam a crítica ao legado da escravidão e à divisão de classes. A referência ao “Titanic” afundando sugere que a elite também pode ser afetada pelas consequências do sistema desigual. Ao usar samples de músicas anteriores, os Racionais MC's mostram que a luta por dignidade e igualdade segue sendo uma constante nas comunidades marginalizadas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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