
Mãos
Racionais MC's
A dualidade das "Mãos" em poder, cultura e resistência
Em "Mãos", os Racionais MC's utilizam o símbolo das mãos para abordar temas como poder, violência, criação e resistência. A letra destaca como as mãos podem tanto construir quanto destruir, dependendo de quem as utiliza e com qual intenção. Quando Mano Brown diz “As mãos de Tyson, ódio, nocaute” e “As mãos do mal também usam esmalte”, ele mostra que a força e a violência podem estar presentes em diferentes contextos, inclusive disfarçadas sob aparências inofensivas. A menção ao "Mão Branca" faz referência direta à violência policial e aos grupos de extermínio que atuavam nas periferias, evidenciando a brutalidade enfrentada por comunidades marginalizadas.
A participação de Almir Guineto, importante nome do samba, reforça o papel das mãos na construção da cultura e da identidade negra. Trechos como “as mãos do rap não usam Mont Blanc” e “Em forma de samba ele é Almir Guineto” valorizam a criatividade e a resistência presentes tanto no rap quanto no samba, mostrando a força dessas expressões culturais. Ao citar “Justiça põe as mãos na consciência, ato que fez Pilatos”, a música amplia a discussão para a responsabilidade social e moral, sugerindo que a omissão e a corrupção também são escolhas feitas com as mãos. Assim, "Mãos" vai além de uma análise individual, trazendo um retrato profundo das consequências sociais, históricas e culturais de cada ação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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