
Mágico de Oz
Racionais MC's
Contraste social e esperança em "Mágico de Oz" dos Racionais MC's
Em "Mágico de Oz", os Racionais MC's usam a referência ao clássico "O Mágico de Oz" para criar um contraste entre a dura realidade das periferias brasileiras e o desejo por um lugar ideal, onde não existam violência, pobreza ou dependência química. Ao repetir “Queria que Deus ouvisse a minha voz / E transformasse aqui num Mundo Mágico de Oz”, Edi Rock expressa tanto um pedido de socorro quanto a esperança de que uma transformação profunda possa acontecer, já que as instituições falham em proteger e dar dignidade à população marginalizada.
A letra mostra de forma direta o ciclo de sobrevivência dos jovens da periferia: “Tá na correria, como vive a maioria” e “Conhece puta, traficante e ladrão”. O cotidiano é marcado por escolhas limitadas, em que o crime e o vício surgem quase como únicas alternativas diante da falta de oportunidades. A música critica abertamente a corrupção policial (“Dinheiro na mão, corrupção a luz do céu”) e a hipocrisia social, como em “no Brasil quem não rouba? Ele só não tem diploma pra roubar / Ele não esconde atrás de uma farda suja”. Ao citar bairros periféricos de São Paulo, o grupo reforça o caráter coletivo da denúncia e da esperança. No final, o narrador questiona a existência de Deus diante do sofrimento, mas reafirma sua fé como forma de resistência: “Mas aí, eu tenho fé / Eu tenho fé em Deus”. Assim, a música se torna um retrato direto da desigualdade, mas também um manifesto de esperança e luta por dignidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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